Existem alturas na nossa vida em que as melhores decisões doem que se fartam. Em que a escolha tem que ser feita a pensar em nós e não apenas a pensar no bem estar dos outros, como de costume. Existem momentos em que temos que escolher entre amarmo-nos a nós próprios ou amar o outro. Sabendo que as duas coisas em simultâneo não são compatíveis. Sabendo que não nos mantemos íntegros e inteiros se persistirmos em amar sozinhos. Amar sozinho ou amar pelos dois é uma situação que tem os dias contados à partida. Não se aguenta durante muito tempo. Pesa mais do que aquilo que o nosso coração suporta. Por outro lado, no amor ninguém manda. Ninguém decide por quem se apaixona, nem ninguém tem culpa que o outro se tenha apaixonado. Mas estas histórias evoluem e alimentam-se de reciprocidade. Sem reciprocidade, sem equilíbrio, só amor não basta. E só amor de um lado então é que não basta mesmo. Quando um dá e outro recebe, não é dividir a coisa a meias. É uma relação unívoca, só com um...
(magdalagabriel.gotasdalma@gmail.com)