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Mudar de cor

Resolvi mudar a imagem deste meu mundo. Os mundos, de vez em quando, têm que sofrer umas recauchutagens. No sentido da simplicidade e da leveza. Sempre que visito um dos meus mundos procuro olhá-lo com olhos de ver antes de o desfrutar. Agora foi este, o mundo das minhas escrevinhices, onde abro a torneira, onde faço a sangria do que de forma intempestiva toma conta de mim. Por vezes, as palavras, as ideias e os pensamentos são mais fortes do que eu. Começam a martelar, a martelar, a martelar até quebrarem a minha fronteira. A tal que me separa da minha escrita. E sendo este um mundo tão especial e tão terapêutico para mim, também a sua imagem deverá refletir melhor o que de transversal liga tudo o que escrevo. E, em tudo o que escrevo, procuro refletir o amor e a simplicidade. O cor de rosa é a cor do amor. É o vermelho da paixão que tenho pela vida temperado com o branco da paz que procuro incessantemente. 

Esta nova forma de se poder visualizar as minhas escrituras também representa as diferentes maneiras, interpretações e leituras que se podem retirar das minhas palavras. Esta nova imagem é muito mais Magdala, mais simples e leve! Estou feliz! Espero que goste e que encontre, no meio disto tudo, a apresentação que mais gosta para que estes pseudoqualquer coisa em forma de escrita lhe sejam mais agradáveis e lhe façam algum sentido. Por vezes preciso de encontrar qualquer coisa de novo que simbolize uma nova etapa. Tenho andado um bocadinho arredia da escrita. Só me tem apetecido escrever sobre saudades e tristezas. Assim daquelas bem puxadas do coração. Tenho andado a degustar algumas amarguras. É verdade que as destilo muito através da escrita mas nem sempre me apetece transformar este blog num repositório de tristezas. Tento dar conta destas emoções noutros contextos e poder retirar daqui a alegria que verdadeiramente faz parte da minha natureza. E hoje é esse o impulso. Mudar as cores, as imagens, as representações das coisas. Retirar lições e aprendizagens. Entender que linhas tortas têm escritas direitas. Retirar das situações, mesmo daquelas que nos causam tristeza e angustia, os ensinamentos que podem mudar a nossa vida. 

Nosso Senhor faz com que tudo, até as nossas asneiras e más escolhas, tenham a sua utilidade. Às vezes precisamos de cair e de dar um trambolhão para que com o movimento da queda, nos salte as traves que temos nos olhos e que não nos deixam ver coisas que estão mesmo à nossa frente. Às vezes é preciso perder para dar valor. Frases banais, não é? Pelo menos, utilizadas muitas vezes. Mas encerram em si, de facto, muita sabedoria. Só quem passa por elas, na pele, é que sabe o tamanho da queimadura. E as grandes aprendizagens da vida são até muito simples. Dão é muito trabalho e demoram muito tempo. E custam muito caro, pagas em sofrimento. Aprender a ouvir o coração é uma delas. Tão simples mas tão difícil de se conseguir fazer. Uma outra tem a ver com o procurar o que nos dá paz. E seguir esse caminho, contra tudo e contra todos. Também dá muita ralação...mais facilmente seguimos caminhos que nos atormentam porque parecem ser os corretos à luz do socialmente aceitável ou desejável. Outras vezes temos medo. Não ter medo está diretamente ligado à fé. E a fé é muito simples. É outra das aprendizagens que a vida se disponibiliza a ensinar se estivermos preparados para aprender. Tudo coisinhas que nos trazem muita alegria e felicidade mas que não se aprendem de um dia para o outro. Mas com paciência, perseverança e resiliência, chegamos lá. Todos podemos lá chegar. Mudando as cores da nossa vida. Mudando o que tem que ser mudado, com coragem. Sem medo de cair e sem medo do que se pode encontrar nos caminhos ainda por explorar. Esfolar os joelhinhos faz parte do processo de evoluir enquanto pessoa e enquanto alma. É a vidinha! 

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